Amigo jornalista, amigo cliente. E uma baita relação por aqui.


Hoje o texto é dedicado à amizade. AMIZADE no contexto profissional. E especificamente, no ramo da assessoria de imprensa. Isso porque durante o tempo que já trabalhei como assessora, já deu pra perceber como os pilares da amizade estão totalmente ligados à rotina. 

Pra começo de conversa, sente o contexto: o que seria do assessor sem a redação dos veículos e, não só jornalistas, mas hoje também blogueiro, webcelebridade e youtuber? E como seria a redação sem os assessores? Quando a pauta exige fontes específicas, quando querem chegar próximo de determinada empresa ou precisa de uma notícia pra já, antes do fechamento? Tá tudo conectado e a relação, para funcionar, precisa respeitar algumas premissas.

Esse exemplo foi jornalista e assessor, mas a relação precisa, claro, acontecer com o cliente também. Vai aparecer aqui, logo. Dá uma olhada em alguns dos pilares da amizade que levantamos nesta análise sobre essas relações no trabalho:

Sinceridade: TOTAL! Tanto com o jornalista, quanto para o cliente. O assessor de imprensa deve ter a confiança do cliente, mas não pode deixar que isso resulte em mentir para o jornalista do veículo, principalmente em momentos de crise. Depois disso, vai ser difícil ter a atenção do jornalista para a próxima sugestão de pauta. Se o assunto é delicado, nada melhor que cortar de vez a possibilidade de imaginação ou despertar ainda mais a curiosidade do jornalista com aquela enrolação no retorno. Aos fatos, mediando o foco da matéria, sempre com a verdade. E em outro aspecto também, a sinceridade com o cliente quando ele pensa que uma pauta deve render mais do que tua experiência como assessor diz. Neste caso, já seja sincero logo no início e equilibre as expectativas para não haver frustrações depois. 


Ajuda mútua: Como já disse no início, a relação entre assessor e jornalista é de ajuda mútua, assim como com o cliente, que vai te abastecer do principal combustível - a informação - para que o trabalho de divulgação seja feito. Como em uma amizade, não é assim? O fato é que hoje jornalistas têm cada vez menos tempo para analisar pautas, e nós, assessores somos cada dia mais pressionados por resultado. Tá feita a relação: nós oferecemos pautas boas, objetivas para facilitar o trabalho e com assuntos que rendam, conforme o meio. Boas imagens para TV, porta-voz que saiba se expressar bem para uma entrevista na rádio, uma foto bacana para o impresso, textos diretos e principalmente em forma de lista e com hyperlink para blogs.


Estar junto: Já tentou manter uma amizade firme e forte por anos, sem encontros face-to-face? Difícil. A mesma lógica se aplica para assessor-jornalista-cliente. A dica é sempre que possível ir às redações, marcar entrevistas no veículo, reuniões almoço, chamar para eventos bacanas do cliente, gerar experiência. O contato próximo e comunicação instantânea por Whatsapp ajuda muito também. Além disso, esses encontros também nos mantêm atualizados sobre as mudanças de cargos. Sobre o cliente, nem precisa falar né: para ter a informação completa para imprensa, o contato deve ser constante, com reuniões periódicas.


Interesse pelo outro: Eita diferença se conseguimos chamar o jornalista pelo nome, saber o cargo, programas e aniversário, e a cada follow, mostrar que sabemos o que o jornalista gosta e um pouco mais da sua rotina e histórico profissional. Faz toda a diferença quando ele percebe que é reconhecido. Assim também o cliente, quando mostramos que conhecemos a fundo o negócio, na primeira reunião já levamos insights do que encontramos nas redes sobre a marca, quando entendemos o que o cliente quer e onde quer chegar. Isso é empatia, afinidade, interesse - bases da boa amizade. Essa lógica também é a premissa para qualquer trabalho com influenciadores:para saber se personificam com os valores da marca ou criam vínculo com o público é preciso conhecê-los. Além do que, será sempre mais fácil a abordagem se mostrarmos que sabemos por que faz sentido estipular aquela parceria com aquele influenciador.


Se colocar no lugar do outro: Se é mais fácil divulgar um cliente grande e muito procurado para um jornal, temos que saber que é difícil administrar o cuidado que ele espera na hora de comunicar qualquer coisa ao público. Ao mesmo tempo, se o cliente ainda não é tão conhecido, temos que tratar o negócio como se fosse nosso e descobrir seus valores para transformá-lo em algo interessante ao veículo/blog ou qual for o canal de divulgação. Se colocar no lugar também vale para entender quando o jornalista é mais rude ao telefone e da próxima, entender os horários melhores para ligar. Assim também o cliente quando pode ser mais agressivo no contato, entender que também tem um diretor ou presidente cobrando resultado.


Ser bom ouvinte: outro pilar TOTAL! Não temos como fazer um bom trabalho, se não conseguimos ser bons ouvintes. Comunicar é ouvir, saber entender o outro, para daí, partir pra ação. O bom amigo, é bom ouvinte. O bom assessor, é bom ouvinte. E assim seguimos. 


Alegria (extra) para aquecer a relação de tempos em tempos: Essa que vale para qualquer tipo de relacionamento, também vale aqui e faz diferença numa boa amizade. No contexto da assessoria, a nota exclusiva, a entrevista tão desejada e a experiência top no evento do cliente no hotel mais bacana da região (assim como essa recente ação que criamos na agência) para jornalistas e, por outro lado, uma baita reportagem sobre o tema, chuva de compartilhamentos e muita gente falando sobre o conteúdo da marca, e aquelas ideias que saem do comum para testar novos modelos. Receita de sucesso para o relacionamento duradouro, hein!


Para fechar, retomo aquilo que provoquei no título: às vezes, rola aquele fogo cruzado sobre ser mais amigo do cliente ou do jornalista. A resposta sempre vem depois do raciocínio: você não vive profissionalmente sem nenhum deles, mas se não tiver a relação com o jornalista e mídia em dia, não vai ter o que possa ajudar para manter o cliente perto de você.

FELIZ DIA DO AMIGO, GALERÊEE! \o

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