Sapatos vermelhos e estradas de tijolos amarelos


Esse texto tem um propósito: contar uma história. E não é qualquer história, não é uma que já tem final feliz pronto; não, é a minha história e como no meu caminho de muitas andanças eu acabei caindo no incrível mundo das Relações Públicas.
        Tudo começou quando eu era ainda muito jovem. Sempre lendo sobre tudo, metida em tudo, determinada e persistente, aos 12 anos eu já tinha certeza do que iria fazer pela vida toda. E era... Direito! Sim, a minha história começou lá, no Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde eu conheci pessoas incríveis e tive a oportunidade de enriquecer a minha base de conhecimento de maneira que eu sei que nenhum outro lugar poderia.
        Só que aí, cinco anos depois, foi chegando a formatura. E para quem sobrou a tarefa árdua de arrumar tudo? Foi correria atrás de produtora, foi reunião que não acabava mais, foi prova de toga, foi escolha da cor da luzinha que ia no palco, da flor para os homenageados, foi correria sem fim. E aí, eu vi que aquele trabalho que todo mundo achava chato e queria fugir tinha tudo a ver comigo!


Fonte: Produzindo Eventos


        Depois disso, no entanto, eu não pude correr para essa nova paixão. Foram noites em claro e dias mal dormidos pensando que eu já estava formada, que eu deveria trabalhar por um tempo e adiar um pouquinho o projeto de começar uma nova faculdade, que eu já estava velha demais para isso. Eu ouvi muita gente dizendo que era um absurdo eu deixar para trás os estudos de um curso tão concorrido para me aventurar em um outro universo em que, por vezes, o diploma nem é necessário. E eu fui me desestimulando a seguir em frente.


Quando a paixão fala mais alto


        Só que paixão é assim, ela não deixa de sussurrar no nosso ouvido e a gente não pode ignorar. De repente eu comecei a pensar em todos os clichês de novelas e livros que vemos por aí: a vida é curta, a gente só é feliz se arriscando, devemos correr atrás dos sonhos. E foi aí que eu decidi bater os meus sapatinhos vermelhos e eles me levaram direto para casa. Só que a casa, dessa vez, era um novo começo, uma nova faculdade, novos professores, novos colegas, tudo novo!


                           
Fonte: vi.sualize.us


E ter dado início aos meus estudos na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul foi fantástico não só pelas oportunidades que me proporcionou, mas porque expandiu meus horizontes. Me encantei por tantas novas áreas que eu não conhecia, aprofundei meu olhar crítico sobre as nossas dinâmicas interpessoais e pude consolidar minha opinião sobre a importância do profissional de Relações Públicas na área de comunicação e para a sociedade como um todo.
Além disso, quando comecei a ter mais contato com profissionais da área, vários me relataram que, se pudessem fazer um segundo curso, fariam... Direito! Muitos deles veem como esse conhecimento agregaria às suas funções, e como dois mundos, que parecem tão diferentes, na verdade mantêm laços muito próximos.
É claro, no entanto, que nem tudo foram flores. Eu vejo o preconceito que ainda existe, tanto por parte de alunos, quanto de professores e do próprio mercado, com o Relações Públicas. Ainda tem quem faz piada Ainda há quem faça piada, que diga que ter registro profissional é perda de tempo. Tem os que acham que RP é só fazer festa, outros acreditam que é o primeiro setor de corte da empresa. E tem os que não fazem a mínima ideia de para que serve um Relações Públicas - mas já está mais do que na hora disso mudar!


O FMRP





E foi esse universo de informações positivas e negativas que foram chegando até mim que me trouxeram ao Fala Mais, RP! Vi no blog uma forma de contribuir, de alguma forma, ainda que pequena, para a valorização dessa profissão que eu aprendi a amar. Quero ouvir os profissionais, os alunos, os professores, quero debater com eles sobre o nosso momento atual e perspectivas para o futuro. Quero, que de fato, o RP tenha voz.
E é assim que eu espero que essa seja apenas a minha primeira contribuição de muitas no blog. Que vocês leiam a minha história e, de alguma forma, se identifiquem com ela. Que compartilhem as suas. Que sonhem comigo, o sonho RP. Afinal, juntos somos muitos. E mais fortes

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