[Autora convidada] Os relações-públicas como peças importantes de um jogo de estratégia

A atividade de Relações Públicas tem mostrado grande importância no cenário geral do mundo contemporâneo, principalmente após a expansão da internet e das mídias sociais. As empresas, o poder público e todas as pessoas estão mais expostas com a internet e necessitam cada vez ter um bom relacionamento com os seus públicos. Os relações-públicas são os profissionais mais capacitados para a função, já que cada vez se exige respostas mais rápidas e soluções estratégicas para gerenciamento de crises.

Os profissionais de Relações Públicas têm a importante tarefa de fazer com que as relações entre empresas e consumidores, governo e cidadãos, etc., se tornem mais tranquilas e equilibradas. Eles são os verdadeiros mediadores, administradores da comunicação entre as organizações e seus públicos.

O gerenciamento de crises é um papel essencial na atividade desses profissionais. Os consumidores não aceitam mais “meias-explicações”, os políticos precisam cada vez ser mais transparentes, as personalidades são desafiadas diariamente nas redes sociais e julgadas pelos seus atos. As pessoas questionam, não toleram mais racismo, desigualdades, machismo, violência.

Segundo Ivy Lee, o pai das Relações Públicas, “...Toda empresa deve ser transparente, falar sempre a verdade, se a verdade pode prejudicar a empresa, que se mude a empresa para que a verdade seja boa".


O relações-públicas trabalha arduamente para fortalecer a imagem das empresas e das organizações. Uma organização que esteja com a sua imagem arranhada perante o público pode não durar muito tempo ou sofrer sérios riscos. A construção de uma boa imagem é essencial para a fidelização do cliente e satisfação com a marca. As organizações e os públicos são interdependentes, e é o relações-públicas que faz a união dos interesses de ambos, para que todos estejam satisfeitos.

Atualmente, o maior exemplo que temos no Brasil com relação à falta de um bom relações-públicas é o caso da Presidência da República. A maior parte dos brasileiros está insatisfeito com as ações do atual governo, até mesmo quem votou na presidente Dilma. O que acontece é um total desastre entre o que foi prometido e o que está sendo feito. Os discursos da presidente não atendem aos anseios do povo. As respostas dadas não são suficientes e o povo está inseguro com a economia pois as ações do governo não estão claras e coerentes com o discurso.

O campo para os profissionais de Relações Públicas é vasto. Não é produtivo ficar discutindo com demais áreas da comunicação (jornalistas e publicitários), quem faz isso e quem faz aquilo. O mercado está necessitado é de bons profissionais. É preciso lutar pelo reconhecimento através do trabalho. A melhor forma de ser reconhecido é mostrando serviço, não tem outro caminho viável.




Sobre e autora: 



Ana Cristina Trois

Meu nome é Ana Cristina Trois e estou no 3º semestre de Relações Públicas na UNIRITTER. Tenho 41 anos e uma filha de 19 anos. Cursei por 3 anos e meio o curso de Administração na FAPA. Não concluí, porque realmente não gostava daquilo.

Fiquei muito tempo tentando achar o que eu gostava, tanto que acabei cursando e concluindo um curso de 2 anos e meio de Naturopatia. Foi muito bom pra me conhecer melhor e ter uma visão mais holística.  Há dois anos descobri que o que eu quero é trabalhar com Comunicação. Entre Jornalismo e Publicidade, escolhi Relações Públicas, por eu ter toda a bagagem da administração e também porque me parecia um curso mais generalista, que vê a comunicação com um “todo”, e, não, somente uma parte.

Enfim, é onde me sinto à vontade pra ser quem eu sou.

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